sexta-feira, 23 de novembro de 2012
IMAGINE SE NÃO HOUVESSE NEM PASSADO E NEM FUTURO
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
MEMÓRIA
domingo, 11 de novembro de 2012
SEU PERFUME EM MIM
Às vezes, o tempo faz dissipar.
E o seu cheiro
se mistura com o vento.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
SONHO REALIDADE
É tão forte sobre mim.
Chego a confundir sonho com realidade.
E, como uma sombra, o sonho toma conta do meu ser.
Uma escuridão em meus sentidos.
Uma loucura em minha mente.
Um sono que talvez eu acorde.
E minha consciência me dirá se era tudo uma verdade.
Ou me enganaria em tudo novamente.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
FRAGMENTO DE UMA NOITE FRITA
Mas por mim tudo bem. Nada vai me incomodar neste momento, em que o tempo, já não me faz mais sentido algum mesmo.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
MADRUGADAS OPOSTAS
Meia-noite e trinta. Me reviro na cama sem conseguir dormir. O sono não vem, a mente não descansa. Na tentativa de impedir que insistentes pensamentos ruins me venham à mente, cubro a cabeça com meu travesseiro. Mesmo assim não consigo impedir o pensamento, pelo contrário, isso faz vir à tona, de que minha amada, a essa hora, não está com sua cabeça também repousada sobre seu travesseiro a dormir. E é tão ruim saber disso. É tão ruim saber que a madrugada dela será longa - ela tem muito o que viver durante essas horas - e já a minha, diferentemente, durará apenas o breve instante de um sono mal dormido.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
NOTAS DE UM QUASE-ESCRITOR EM BUSCA DE SI
sábado, 6 de agosto de 2011
Lições para a Nossa Luta Diária
Fugir e se esconder, definitivamente não é o caminho para a vitória. É preciso encarar o problema - no caso, o seu oponente golpeando você - de frente, de olhos bem abertos. É muito mais fácil bater em um animal acovardado e resignado. Você se esconder do problema, é permitir que ele o golpeie sem resistência. E mais, mesmo com você fugindo covardemente, os minutos do round serão sempre os mesmos. Passarão lentos e dolorosamente, caso não desista antes do final da luta.
Encare o fato: você está numa luta. E está para vencer.
Sem dúvida, há momentos em que você deve se esquivar e se proteger (não se esconder). Utilize-se destes momentos. É a hora de respirar (sim, é possível respirar enquanto apanha, lembre-se, você treinou para isso) e analisar os movimentos do oponente. E com base nisso, atacar na hora certa e do modo certo.
Porém, se você estiver sempre se escondendo, com medo de encarar o seu problema, seus olhos estarão sempre fechados: nenhuma reação será possível. Você se resignará à iminente derrota: o problema vence. Você é nocauteado, de olhos fechados, sem nem ao menos saber de onde viera o soco fatal.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
INEVITAVELMENTE AMANHÃ
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
TRABALHO, SANGUE E PÓLVORA
terça-feira, 27 de julho de 2010
COMUNICAÇÃO E ENIGMAS: DECIFRA-ME
sábado, 17 de julho de 2010
PÔR DO SOL DUAS VEZES
Era lindo. As pessoas correram para ver essa maravilha. Porém, eu não pude. Minhas pernas me pareciam muito pesadas. Não conseguia andar. Me senti preso a alguma coisa desconhecida, invisível. Todos lá fora, de pé sobre o gramado assistindo ao segundo pôr do sol do dia. E eu cambaleando ao tentar andar, olhando para o chão e para minhas pernas quase estéreis, devorando minha consciência.
Entretanto, aquelas eram as MINHAS pernas. Eu realmente não podia culpar nada além de mim mesmo. Concluí também que no dia seguinte, se me fosse possível, eu não perderia a oportunidade de contemplar algo tão lindo como o pôr do sol, mesmo ele sendo o primeiro e único daquele dia que viria. Isso não faria dele menos belo, seria maravilhoso do mesmo jeito.
sábado, 29 de maio de 2010
ANOTAÇÕES SOBRE "ANGÚSTIA", DE GRACILIANO RAMOS
Escrever sobre Angústia, de Graciliano Ramos, é tentar transcrever o quão importante tal obra foi para mim. Esse livro me foi um marco porque realmente foi ele que me fez abrir meus olhos para a literatura brasileira, que antes eu achava muito chata. Isso se deveu talvez pela falta de maturidade minha na época; pela obrigação imposta pela escola que tentava empurrar goela abaixo certos livros; ou também porque eu estava envolvido com a literatura estrangeira, como Agatha Christie, Tolkien e Sherlock Holmes.
Além da mudança de olhar sobre a literatura brasileira, Angústia me foi um divisor de águas também diante da forma de narrativa. Nos meus primeiros contatos com os livros, desde a infância, a maioria das histórias priorizavam as ações das personagens envolvidas ao invés de se aprofundar e saber dos porquês dos atos cometidos por elas. Salvo os livros da Agatha Christie onde, por exemplo, o detetive presente em vários de seus romances, Hercule Poirot, utilizava-se muitas vezes da psicologia para desvendar os crimes. Mas mesmo assim, não havia um mergulho na mente das personagens. Foi então que eu me vi, conforme lia Angústia, dentro da mente de Luis da Silva, personagem-narrador da história. Percebi essa outra vertente da literatura, desconhecida por mim até então, a narrativa subjetiva.
Eu me recordo de como foi o desenvolver da minha leitura de Angústia. Assimilava o estilo de escrita de Graciliano: pausado, períodos curtos, frases incisivas. Comecei devagar, lia todas as noites antes de dormir, porém avançava sempre poucas páginas. Depois embalei e as páginas fluíram num ritmo mais intenso. Talvez isso tenha me proporcionado uma melhor absorção daquele universo de Luis da Silva. Aos poucos me acostumava com o seu modo de vida pacato e seu jeito complexado de pensar.
Escritor numa repartição próxima sua casa, Luis da Silva morava praticamente sozinho, tinha como companhia apenas sua empregada, uma velha que passava os dias atarefada e distante do seu patrão. Embora sempre com visitas em casa, as quais se tornariam habituais e incomodas, era um ser solitário. Pois, tanto quanto as visitas, quanto o resto das pessoas, não lhe importavam muito. Irritava-se facilmente com elas. É aí que surge uma pessoa que muda sua vida: Marina. Apesar do alto teor romântico da última frase que escrevi, alerto: Não! Angústia não é piegas, pois o que mais está em jogo na narrativa não é o eventual amor que Luis nutre por Marina, e sim como ele pensa e reage quanto às desavenças que ocorrem.
Enfim, o livro discorre sobre os conflitos psicológicos vividos pela personagem-narrador Luis da Silva, onde se encontra Marina no centro de tudo isso. E nada melhor para se adentrar nos pensamentos de alguém se não for ele mesmo quem conta os fatos. Tudo sob seu ponto de vista. E você, leitor, fica preso aos seus olhos, que se tornam o fator principal da história.
terça-feira, 23 de março de 2010
SANGUE E ÁGUA SUJA
"Não, não se assuste", dizem os glóbulos brancos. Ao passo que os vermelhos dizem: "É tudo uma questão de anatomia". E eu digo o mesmo a você.
Se eu pudesse beber todo esse sangue. Beber o sangue de todo o mundo, beberia todo o conhecimento da Terra, pois a sabedoria das pessoas está presente no seu sangue. Aí eu seria O Todo Poderoso, poderia ser Deus, seria quem está acima de tudo.
Mas enquanto ainda não posso fazer nada disso, fico aqui... Comendo essa comida estragada e bebendo essa água suja.